STATUS: OPERACIONAL |
kipflux.com.br
< KIP FLUX />
<fluxo inteligente & mobilidade/>
Engenharia de Tráfego Mobilidade Ativa Visão Computacional
VOLTAR
Publicado em outubro 2026 • Leitura: 7 MIN

Auditoria de Micromobilidade e Modais Ativos: Como a Visão Computacional Classifica Autopropelidos e Apoia o PlanMob

A recente intensificação da fiscalização sobre bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos em metrópoles como São Paulo — amplamente repercutida pelo Diário do Transporte após a aplicação de autuações pela CET e debates na Câmara Municipal — evidenciou um desafio estrutural na engenharia de tráfego moderna: a carência de dados empíricos contínuos e classificados sobre a micromobilidade e o transporte ativo. Com a vigência plena das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) por meio da Resolução nº 996, separar juridicamente e operacionalmente ciclomotores, bicicletas com pedal assistido, patinetes elétricos e pedestres tornou-se um pré-requisito indispensável para qualquer política viária eficaz.

O Gargalo Metodológico na Coleta de Dados de Mobilidade Ativa

Historicamente, a quantificação de modais ativos em vias urbanas sempre dependeu de pesquisas manuais amostrais com pranchetas ou contadores manuais. Esse método analógico apresenta deficiências severas quando aplicado à dinâmica contemporânea dos centros urbanos:

  • Subnotificação em horários de entrepico: Pesquisas pontuais de 12 ou 14 horas ignoram variações sazonais, entregas de última milha (last-mile delivery) no período noturno e alterações climáticas no fluxo de ciclistas.
  • Fadiga do observador e erro taxonômico: Diferenciar visualmente uma bicicleta convencional de uma e-bike com motor auxiliar de até 1.000 W ou um patinete autopropelido em velocidade de cruzeiro (até 32 km/h) é impraticável a olho nu em fluxos contínuos.
  • Inviabilidade dos sensores intrusivos: Os tradicionais laços indutivos embutidos no pavimento, calibrados para massas ferrosas expressivas de automóveis e caminhões, são incapazes de detectar com confiabilidade ligas de alumínio e carbono de bicicletas ou patinetes.

Sem dados confiáveis de fluxo, velocidade e densidade, a elaboração e revisão do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) tornam-se exercícios teóricos descolados da realidade viária, comprometendo também a eficácia de análises no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) no dimensionamento de faixas compartilhadas.

Resolução CONTRAN 996 e Taxonomia por Redes Neurais

Para superar a subjetividade da contagem manual, a aplicação de redes neurais profundas convolucionais associadas a algoritmos de rastreamento de múltiplos objetos (como ByteTrack e DeepSORT) permite transformar fluxos de vídeo RTSP de câmeras municipais ou de segurança em telemetria viária granular. O software analisa a morfologia, a cinemática de movimento (presença ou ausência de pedalada contínua, postura ereta do condutor) e as dimensões físicas relativas do equipamento.

Modal Regulamentado Enquadramento Técnico (CONTRAN 996) Velocidade Operacional Típica Detecção por Visão Computacional KipFlux
Pedestre Deslocamento a pé ou ciclista desmontado (Art. 68 CTB) 3 km/h a 6 km/h Segmentação semântica e vetorização corporal com estimativa de passadas
Bicicleta Convencional Propulsão humana exclusiva com 2 rodas 12 km/h a 20 km/h Identificação de silhueta de quadro tradicional e frequência de pedalada
Bicicleta Elétrica (Pedelec) Motor auxiliar até 1.000 W, sem acelerador manual, corte a 32 km/h 18 km/h a 32 km/h Cinemática de aceleração combinada ao rastreamento óptico do cubo/pedivela
Autopropelido (Patinete/Monociclo) Largura até 70 cm, entre-eixos até 130 cm, motor até 1.000 W (4.000 W monociclo) 10 km/h a 25 km/h Morfologia vertical estrita, base baixa, ausência de rotação de pedais
Ciclomotor Motor a combustão até 50 cc ou elétrico até 4 kW, velocidade até 50 km/h 30 km/h a 50 km/h Detecção de carenagem robusta, acelerador de punho e dinâmica de via segregada

Métricas Espaço-Temporais Extraídas para o Planejamento Viário

A substituição da contagem manual pela contagem volumétrica e classificatória de veículos por vídeo permite a derivação direta de índices analíticos fundamentais para os manuais de trânsito e o Highway Capacity Manual (HCM):

  1. Nível de Serviço em Ciclovias (BLOS – Bicycle Level of Service): Avaliação do atrito longitudinal gerado pelo diferencial de velocidades entre bicicletas mecânicas lentas e autopropelidos acelerados, mensurando eventos de ultrapassagem por metro quadrado por minuto.
  2. Conflitos em Travessias de Pedestres: Medição do Tempo até a Colisão (TTC – Time-to-Collision) e do Intervalo pós-Invasão (PET – Post-Encroachment Time) nos pontos de entrelaçamento entre pedestres em calçadas e modais elétricos em ciclofaixas compartilhadas.
  3. Padrão de Velocidade Comercial e Cumprimento Normativo: Monitoramento contínuo das velocidades médias e de percentil 85 (V85) em zonas compartilhadas (limite de 6 km/h em passeios e 20 km/h em ciclovias segregadas conforme as novas regulamentações municipais).

Privacidade por Design e Conformidade com a LGPD

Um dos pilares indispensáveis na auditoria de tráfego em espaços públicos de pedestres e ciclistas é a aderência estrita à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Em ambientes de micromobilidade, as câmeras operam frequentemente em ângulos mais baixos, captando a fisionomia de transeuntes e identificações visuais pontuais.

A plataforma KipFlux implementa anonimização em camada de inferência (Edge Anonymization): os frames recebidos via protocolo RTSP são convertidos imediatamente em coordenadas vetoriais, centroides e caixas delimitadoras (bounding boxes). Qualquer textura facial ou placa veicular é ofuscada antes de qualquer persistência em disco ou transmissão de metadados, garantindo relatórios totalmente auditáveis e 100% aderentes à proteção de dados pessoais sensíveis.

Engenharia de Tráfego Baseada em Evidências com o KipFlux

A transição energética e a diversificação dos deslocamentos urbanos exigem que secretarias de mobilidade, concessionárias e consultorias de engenharia abandonem estimativas estáticas. Transformar a malha existente de câmeras de segurança e CFTV urbano em sensores analíticos inteligentes de tráfego é a abordagem mais rápida, econômica e precisa para sustentar diagnósticos viários, pacotes de obras cicloviárias e a fiscalização de velocidade em áreas compartilhadas.

Pronto para transformar câmeras comuns em dados auditáveis de mobilidade ativa e micromobilidade para o seu município ou projeto viário? Agendar demonstração com os especialistas do KipFlux.

Perguntas Frequentes

Como a visão computacional diferencia uma e-bike de uma bicicleta comum?

A inteligência artificial analisa a combinação entre a curva de aceleração cinemática, dimensões morfológicas de componentes e o padrão de movimento do condutor, diferenciando o pedal assistido contínuo da propulsão puramente mecânica.

A contagem automatizada de pedestres e ciclistas atende às exigências da LGPD?

Sim. O processamento do KipFlux emprega anonimização nativa de borda, convertendo imagens em dados tabulares e vetores numéricos sem armazenar dados biométricos faciais ou identificadores individuais.

É necessário trocar as câmeras CFTV existentes para monitorar ciclovias?

Não. O sistema processa fluxos de vídeo padrão RTSP/ONVIF oriundos de câmeras IP já instaladas em postes, semáforos ou fachadas, sem necessidade de obras físicas no pavimento.

Quais parâmetros para o PlanMob o sistema de vídeo consegue fornecer?

A solução entrega matrizes horárias de fluxo por classe modal, velocidade média e de percentil 85, densidade espacial, contagem direcional e indicadores de conflito de tráfego em travessias e interseções.

Como a Resolução CONTRAN 996 impacta os estudos viários municipais?

A resolução definiu limites estritos de potência, velocidade e dimensões entre ciclomotores, e-bikes e autopropelidos, tornando mandatório o desmembramento dessas classes nos diagnósticos de mobilidade e segurança viária.

Precisa automatizar esse levantamento no seu projeto?

Converse com um engenheiro especialista da KipFlux e valide com um vídeo real.