STATUS: OPERACIONAL |
kipflux.com.br
< KIP FLUX />
<fluxo inteligente & mobilidade/>
Sistemas Inteligentes de Transporte
VOLTAR
Publicado em outubro 2026 • Leitura: 7 MIN

Contagem Volumétrica e Classificatória em Rodovias: Como a Visão Computacional Substitui os Laços Indutivos no Padrão DNIT

Com a recente mobilização do Ministério dos Transportes e do BNDES para a estruturação de novos pacotes de concessões rodoviárias e a ampliação da infraestrutura de telecomunicações nas estradas brasileiras, a exigência por monitoramento contínuo de tráfego atinge um novo patamar técnico. Concessionárias rodoviárias e órgãos executivos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) demandam dados de tráfego com alta precisão para dimensionamento de pavimentos, cálculo de capacidade e revisões tarifárias.

Historicamente, a determinação do Volume Médio Diário Anual (VMDA) e o levantamento de matrizes de tráfego dependeram de laços indutivos magnéticos cortados no pavimento ou de contagens manuais por amostragem. No entanto, o custo operacional de manutenção asfáltica, a degradação estrutural precoce dos sensores sob tráfego pesado e a necessidade de interrupções de tráfego tornaram o laço indutivo um passivo técnico. É nesse cenário que a aplicação de sistemas inteligentes de transporte (ITS) baseados em visão computacional redefine a telemetria viária.

Os Gargalos Operacionais dos Laços Indutivos Magnéticos

Embora tenham sido o padrão de referência por décadas, os laços indutivos apresentam limitações críticas em rodovias de alta velocidade e trechos com intenso fluxo de veículos comerciais. A instalação de sensores intrusivos requer operações de pare-e-siga, fresagem do pavimento e aplicação de resinas epóxi suscetíveis a variações térmicas.

  • Vulnerabilidade a Deformações: Em pavimentos flexíveis sujeitos a trilhas de roda (afundamento plástico provocado por eixos pesados), os cabos condutores sofrem cisalhamento frequente, gerando taxas de falha recorrentes.
  • Falta de Auditabilidade Visual: Pulsos eletromagnéticos não fornecem evidência visual. Quando há discrepância no volume aferido ou na contagem de eixos, a equipe de engenharia não tem como reexaminar o evento fisicamente sem deslocar equipe de campo.
  • Restrição na Classificação Morfológica: O laço baseia-se na assinatura magnética e comprimento aproximado do veículo. Erros entre caminhões médios (2 eixos) e caminhões pesados com eixos suspensos distorcem o cálculo do Fator de Equivalência de Carga (FEC).

Classificação Veicular Padrão DNIT por Visão Computacional

A arquitetura moderna de inteligência artificial aplicada ao tráfego viário combina modelos neurais convolucionais e rastreamento multi-objeto (MOT) para identificar os veículos por sua geometria óptica tridimensional, contornos e número real de eixos visíveis. Essa abordagem permite segmentar o fluxo veicular exatamente nas classes preconizadas pelo Manual de Estudos de Tráfego do DNIT:

  • Veículos de Passeio (Autos, Utilitários e Motocicletas);
  • Caminhões Comerciais Rígidos (2 eixos, 3 eixos truncados, 4 eixos tandem);
  • Combinações de Veículos de Carga (Articulados de 4 a 6 eixos, Bi-trens de 7 eixos, Rodotrens de 9 eixos);
  • Transporte Coletivo (Ônibus urbanos e rodoviários intermunicipais).

Ao realizar a contagem volumétrica e classificatória de veículos via software, a plataforma KipFlux processa fluxos RTSP gerados por câmeras já operantes no trecho, dispensando a inserção de hardware intrusivo no asfalto e viabilizando a conversão direta para Unidade de Carro de Passeio (UCP) e Fator de Hora Pico (FHP).

Comparativo Técnico: Laço Indutivo vs. Visão Computacional

Para entender a viabilidade de engenharia e a taxa de retorno operacional (OPEX), avalie as diferenças estruturais entre os dois métodos:

Parâmetro de Engenharia Laço Indutivo Magnético Visão Computacional (KipFlux)
Intervenção em Pista Necessária (interdição parcial e corte no asfalto) Zero intervenção (sensores aéreos não intrusivos)
Vida Útil Média 12 a 24 meses (degradação por tráfego pesado) Contínua (vida útil vinculada à câmera e rede)
Precisão na Contagem 85% a 92% (afetada por oclusão magnética) Superior a 97% com validação geométrica de tracking
Classificação de Eixos Indireta (baseada em velocidade estimada e tempo) Direta (reconhecimento visual de rodados e espaçamento)
Auditoria de Dados Inexistente (apenas telemetria numérica cega) Total (recortes em vídeo auditáveis frame a frame)
Conformidade LGPD Nativa (dados apenas numéricos) Nativa (anonimização visual imediata na borda)

Determinação de Nível de Serviço (HCM) e Matriz Origem-Destino

Além da contagem volumétrica pontual, as concessionárias e consultorias de infraestrutura necessitam estimar a fluidez viária conforme os critérios do Highway Capacity Manual (HCM). O cálculo da densidade veicular e velocidade média de percurso em segmentos rodoviários básicos ou áreas de entrelaçamento viabiliza o acompanhamento em tempo real da transição entre os Níveis de Serviço (A a F).

Quando articulada a múltiplas câmeras em série ao longo de um corredor viário, a inteligência da KipFlux permite traçar matrizes Origem-Destino (O/D) sintéticas, analisando trajetórias e tempos médios de viagem sem invasão de privacidade, fornecendo insumos essenciais para estudos de impacto de trânsito e reengenharia de entroncamentos.

Privacidade por Design e Auditoria Estatística

Um desafio central no monitoramento rodoviário inteligente é manter estrita aderência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A KipFlux emprega uma pipeline computacional orientada exclusivamente à extração de métricas de engenharia de tráfego. Vetores de movimento, contagem de modais e classificações são computados sem persistência de rostos ou dados de identificação pessoal, gerando relatórios com rastreabilidade metodológica aprovada por auditorias de órgãos fiscalizadores.

Perguntas Frequentes

Como a visão computacional identifica eixos suspensos em caminhões?

O algoritmo analisa a relação de contato entre a borda inferior do pneu e o pavimento, cruzando a geometria do chassi com modelos de detecção espacial treinados em frotas pesadas.

Condições climáticas adversas como neblina e chuva intensa invalidam o sistema?

Algoritmos modernos utilizam técnicas de equalização de contraste temporal e filtros de compensação óptica, mantendo índices de assertividade técnica superiores a 95% sob condições adversas.

É possível utilizar as câmeras de CFTV já existentes no trecho rodoviário?

Sim. Câmeras IP que forneçam stream contínuo via protocolo RTSP com resolução mínima padrão HD podem ser integradas diretamente à plataforma analítica KipFlux sem substituição de ativos físicos.

A contagem por visão computacional atende aos relatórios periódicos do DNIT?

Sim. Os relatórios gerados estruturam os dados volumétricos em intervalos horários, diários (VMDA) e categorizados de acordo com as classes oficiais exigidas pelos manuais de tráfego do DNIT.

Qual a vantagem de auditoria que a visão computacional oferece sobre sensores físicos?

A visão computacional registra metadados de vídeo sincronizados com a contagem, permitindo que fiscais e peritos revisem trechos específicos para homologação de dados sem testes destrutivos em campo.

Para modernizar o monitoramento viário de trechos concedidos sem interrupções operacionais e com total conformidade estatística, conheça as soluções da KipFlux: Agendar demonstração.

Precisa automatizar esse levantamento no seu projeto?

Converse com um engenheiro especialista da KipFlux e valide com um vídeo real.